A histórica seleção italiana, quatro vezes campeã mundial, vive um dos momentos mais críticos de sua trajetória recente. Após estar fora das edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo, a equipe agora enfrenta uma dura batalha para garantir sua presença na Copa do Mundo 2026.

Situação no Grupo I das Eliminatórias
Na fase de grupos das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo 2026, a Itália ficou no Grupo I, ao lado de Noruega, Israel, Estônia e Moldávia. A Nazionale encerrou a campanha com 6 vitórias e 2 derrotas, somando 18 pontos. A Noruega, com 24 pontos, garantiu a vaga direta. A Itália ficou em segundo e avançou automaticamente para a repescagem.
Seleção da Itália a caminho da repescagem europeia
A Itália entrará na repescagem — um formato de mata-mata em jogo único para tentar sua classificação. No sorteio, os azzurri foram posicionados no Caminho A (pot 1) e enfrentarão em casa a seleção da Irlanda do Norte em 26 de março de 2026. Se vencerem, farão a decisão em 31 de março contra o vencedor de País de Gales ou Bósnia-Herzegovina.
Últimos jogos: entre alívio e alerta
Em 13 de novembro de 2025, a Itália venceu a Moldávia por 2 a 0 fora de casa, com gols de Gianluca Mancini e Francesco Pio Esposito, resultado que manteve vivas as esperanças italianas de uma classificação direta para a Copa do Mundo, embora o cenário já fosse adverso. A definição da vaga aconteceu três dias depois, em 16 de novembro, em Milão, quando a Itália recebeu a Noruega precisando de um resultado elástico para avançar sem depender da repescagem.
A equipe até saiu na frente com Esposito, porém sofreu a virada no segundo tempo, sendo derrotada por 4 a 1, com gols de Antonio Nusa, dois de Erling Haaland e um de Jørgen Strand Larsen, o que encerrou as chances de vaga direta e confirmou a ida italiana para a repescagem.
Comando técnico e estilo de jogo
A trajetória da seleção sofreu uma reviravolta no meio do ano, logo após a derrota por 3 a 0 para a Noruega em Oslo, em junho de 2025, resultado que acendeu o alerta na comissão técnica e teve peso decisivo para a saída do técnico Luciano Spalletti. Em 19 de junho de 2025, Gennaro Gattuso assumiu o comando da equipe com a missão de recuperar o espírito competitivo dos italianos.
Reconhecido pela intensidade como jogador, Gattuso passou a enfatizar o compromisso e o senso de pertencimento ao afirmar que “o azul da camisa deve ser como uma segunda pele”, promovendo maior solidez defensiva e apostando no equilíbrio tático, com esquemas como o 3-5-2, que combinam posse de bola e transição rápida.
Jogadores que se destacam
Apesar dos tropeços, a Itália mantém talentos de alto nível:
- Gianluigi Donnarumma no gol e como capitão;
- Alessandro Bastoni na defesa;
- Nicolò Barella e Davide Frattesi no meio-campo;
- Mateo Retegui e Moise Kean no ataque.
Desafios e alertas
Mesmo com esse elenco, a Itália volta a estar sob aviso por dois motivos graves:
- Ausência nas Copas de 2018 e 2022. “Para uma seleção com tradição, falhar novamente seria um desastre de imagem e ambição”. — Forbes
- A repescagem é um caminho de risco — um único erro e a ausência será mais longa ainda. O ambiente técnico-emocional está em reconstrução.
Conclusão
A Itália não está mais entre os favoritos absolutos da Copa do Mundo. A campanha nas eliminatórias expôs lacunas que precisam ser corrigidas com urgência. Agora, os azzurri entram na repescagem europeia com mando de campo e um técnico com vontade renovada.
O jogo contra a Irlanda do Norte, em março de 2026, será quase uma final. Para o leitor do “Guia da Itália”, este será um momento de identidade nacional, reação e superação — pois a Itália não precisa somente se classificar, mas voltar a acreditar em si mesma.
Fontes: Reuters / UEFA.com / The Guardian — resultados e encaminhamento dos playoffs da Copa do Mundo 2026.
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