Flotilla para Gaza é interceptada por Israel

Flotilla para Gaza – Na madrugada desta quinta-feira, a Marinha de Israel interceptou a flotilla — um comboio internacional com mais de 40 barcos e cerca de 400 a 500 ativistas — quando se aproximava da Faixa de Gaza.

As embarcações, conhecidas como Global Sumud Flotilla, tinham como objetivo levar ajuda humanitária e protestar contra o bloqueio naval imposto a Gaza desde 2009.

Flotilla para Gaza interceptada por Israel em alto-mar, soldados sobem em barcos civis
Soldados israelenses entram nas embarcações da Flotilla rumo a Gaza durante a madrugada

A interceptação ocorreu a cerca de 70 milhas (aprox. 113 km) da costa, durante a noite. Vídeos transmitidos ao vivo antes do bloqueio das comunicações mostraram soldados armados embarcando enquanto os ativistas, de colete salva-vidas, erguiam as mãos em sinal de rendição.

A maioria dos barcos foi escoltada até o porto israelense de Ashdod. Todos os passageiros foram detidos para procedimentos legais e devem ser deportados nos próximos dias.

Italianos no centro da notícia

A Itália ganhou destaque imediato no caso. Estima-se que dezenas de italianos estavam a bordo, entre eles parlamentares e jornalistas. O tema dominou os noticiários e provocou forte reação política.

Sindicatos italianos convocaram uma greve geral e ocorreram protestos em diversas cidades. A primeira-ministra Giorgia Meloni criticou a flotilla e a paralisação, afirmando que tais atos “não ajudam os palestinos e prejudicam os italianos”.

O que significa “flotilla”

O termo flotilla vem do inglês e significa flotilha em português: um conjunto de pequenas embarcações navegando em grupo. No contexto atual, refere-se à frota civil internacional que buscava chegar até Gaza em protesto contra o bloqueio.

Versões em conflito

  • Israel afirma que a flotilla tentava entrar em uma “zona de combate” e que ofereceu alternativas seguras para entrega da ajuda, mantendo o bloqueio naval por razões de segurança.
  • Ativistas defendem que a missão foi humanitária e pacífica, denunciando a abordagem em águas internacionais e as detenções como arbitrárias.
  • Internacionalmente, o episódio gerou protestos e comunicados de governos pedindo respeito às normas do direito internacional e a libertação imediata dos detidos.

Entre os participantes estava a ativista sueca Greta Thunberg, cuja presença aumentou a visibilidade global do caso.

Momento da interceptação: tropas de Israel entram nas embarcações da Flotilla para Gaza – (QuotidianoNazionale)

Linha do tempo

  • Noite de 1º/10: Interceptação em alto-mar, com mais de 40 barcos cercados por navios israelenses.
  • Madrugada de 2/10: Embarcações escoltadas para Ashdod; centenas de ativistas detidos.
  • Manhã de 2/10: Governo italiano confirma presença de nacionais entre os detidos e prepara ações consulares.
  • 2/10 em diante: protestos e greves na Itália e em outros países; expectativa de deportações entre 6 e 7 de outubro.

O que esperar agora

  1. Deportações nos próximos dias, em voos fretados.
  2. Destino da carga humanitária, ainda incerto — se será entregue a Gaza por canais internacionais.
  3. Possível nova flotilla, já que outras embarcações teriam partido da Turquia em solidariedade.

Fontes: Reuters, Al Jazeera, The Guardian, La Repubblica

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