Médicos e enfermeiros na Itália: salários podem chegar a € 7.000

Médicos e enfermeiros na Itália estão cada vez mais em demanda diante da grave escassez de profissionais no setor da saúde. O país europeu enfrenta um déficit estimado em mais de 65 mil trabalhadores, o que levou o governo e as regiões a buscarem estrangeiros — incluindo brasileiros — para atuar em hospitais e clínicas. Reportagens destacam que os salários podem chegar a € 7.000 mensais, embora esse valor ainda não esteja oficializado em editais nacionais.

Equipe de médicos e enfermeiros na Itália: profissionais estrangeiros, inclusive brasileiros, já atuam no sistema de saúde do país.
Médicos e enfermeiros na Itália atuando em hospitais e clínicas – Imagem ilustrativa

Contexto da escassez

Hospitais públicos, clínicas privadas e casas de repouso relatam falta de pessoal. Estimativas apontam que cerca de 110 mil enfermeiros devem se aposentar até 2033, ampliando ainda mais o problema. Para conter a crise, tanto o governo central quanto administrações regionais estão flexibilizando regras para facilitar a entrada de profissionais qualificados do exterior.

Base legal: estrangeiros podem atuar

O Decreto Milleproroghe, prorrogado até 31 de dezembro de 2027, autoriza que profissionais com diplomas obtidos fora da União Europeia exerçam a profissão mesmo antes da validação completa do título. Isso abre espaço para brasileiros interessados em trabalhar na Itália.

O Ministério da Saúde da Itália mantém uma página oficial explicando como funciona o reconhecimento de qualificações profissionais sanitárias de países não UE, que inclui médicos e enfermeiros brasileiros.

O que já existe de concreto

  • Editais regionais: a Região do Veneto, por exemplo, publicou chamada pública em 2025 para contratar médicos com diplomas estrangeiros ainda não reconhecidos, permitindo atuação temporária em hospitais locais.
  • Planos nacionais: o governo italiano aprovou medidas para contratar cerca de 30 mil profissionais da saúde (10 mil médicos e 20 mil enfermeiros) nos próximos três anos.
  • Flexibilização de regras: estrangeiros podem atuar em caráter provisório, enquanto concluem o processo de equivalência do diploma.

E os salários de € 7.000?

Muitos veículos brasileiros noticiaram que os salários poderiam chegar a € 7.000 mensais, com benefícios como moradia subsidiada, passagem aérea e curso de idioma. É importante deixar claro: até agora, nenhum edital oficial nacional confirma esses valores.

O que há são reportagens jornalísticas e declarações de representantes de câmaras de comércio que projetam esse patamar em casos específicos. Portanto, embora possível, essa remuneração não é garantida oficialmente e pode variar conforme região, contrato e instituição empregadora.

enfermeiras estrangeiras na italia - Médicos e enfermeiros na Itália: salários podem chegar a € 7.000
Enfermeiras estrangeiras na Itália mostrando dedicação e empatia – Imagem iustrativa

Caminho para brasileiros interessados

Para quem deseja aproveitar a oportunidade, os principais passos são:

  1. Documentos: diploma, histórico acadêmico, tradução juramentada e apostilamento de Haia.
  2. Reconhecimento ou autorização temporária: iniciar processo de equivalência no Ministério da Saúde ou participar de editais regionais que aceitam diplomas estrangeiros.
  3. Idioma: ter domínio do italiano é indispensável, pois o contato com pacientes exige fluência.
  4. Visto de trabalho: solicitar a permissão adequada para exercer a profissão. Para mais detalhes, veja nosso guia sobre vistos de trabalho para estrangeiros na Itália.
  5. Acompanhar fontes oficiais: consultar sites como o do Ministero della Salute e das regiões italianas (ex.: Veneto, Lombardia).

Médicos e enfermeiros na Itália: o que esperar nos próximos anos

A Itália está de fato aberta a médicos e enfermeiros estrangeiros, incluindo brasileiros. A legislação permite atuação provisória até 2027, existem editais regionais em andamento e há planos nacionais de contratação em larga escala.

Por outro lado, é fundamental ser realista: os altos salários divulgados não estão oficializados em decretos ou editais nacionais. Antes de planejar a mudança, o candidato deve verificar cada chamada pública, preparar sua documentação e dominar o idioma italiano.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Médicos e enfermeiros na Itália precisam reconhecer o diploma?

Sim. O reconhecimento é obrigatório para exercer a profissão de forma definitiva. Porém, até 2027, é possível atuar de forma temporária com autorização especial.

2. Estrangeiros, incluindo brasileiros, podem trabalhar na saúde italiana?

Sim. O Decreto Milleproroghe permite o exercício temporário para profissionais formados fora da União Europeia, incluindo brasileiros.

3. Quanto ganha um médico ou enfermeiro na Itália?

Os salários variam conforme região e contrato. Reportagens citam até € 7.000 mensais, mas esse valor ainda não aparece em editais oficiais.

4. É necessário falar italiano para trabalhar na área da saúde?

Sim. A fluência no idioma é fundamental para lidar com pacientes e também pode ser exigida nos processos seletivos.

5. Quais são os documentos exigidos para trabalhar na Itália?

Diploma, histórico acadêmico, tradução juramentada, apostilamento de Haia e certidões. Além disso, é preciso solicitar o visto de trabalho adequado.

6. Onde encontrar informações oficiais sobre reconhecimento de títulos?

No site do Ministério da Saúde da Itália, que explica o processo para diplomas obtidos fora da União Europeia.

Fontes e Referências

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