Ronaldinho Gaúcho está de volta ao futebol profissional. Onze anos depois de pendurar as chuteiras, o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira acertou sua ida para o Ravenna, clube histórico da terceira divisão italiana (Serie C). O anúncio foi feito no último sábado (20) pelo proprietário ítalo-americano Ignazio Cipriani e confirmado pela agência AFP com fontes próximas ao jogador.

Aos 46 anos, o Bruxo será apresentado oficialmente nesta terça-feira (23), em Miami, nos Estados Unidos — onde acompanha a Copa do Mundo de 2026. O evento deve reunir dirigentes do clube e o próprio jogador, que já adiantou o entusiasmo à imprensa italiana.
“Estou ansioso para voltar a dançar com a bola e escrever um novo capítulo na história com Ignazio Cipriani e toda sua família. O futebol sempre foi uma fonte de alegria para mim e quero trazer esse mesmo espírito para o Ravenna”, disse Ronaldinho ao jornal La Gazzetta dello Sport.
Jogada de marketing ou reforço de peso?
O anúncio pegou o mundo do futebol de surpresa. Mas a diretoria do Ravenna já tratou de moderar as expectativas. Em entrevista à agência LaPresse, o vice-presidente Ariedo Braida deixou no ar se o craque realmente vai pisar nos gramados.
“Ele é um jogador mágico e terá seu contrato. É uma grande conquista para nós. Vai jogar aos 46 anos? Depende, mas digamos que ele terá seu contrato”, despistou o dirigente.
Pouco depois, em declarações à agência Ansa, Braida completou: “Ele vai jogar? Isso ainda vamos ver, não podemos descartar a possibilidade. Um campeão como ele está em uma categoria superior e não tem idade.”
A leitura mais óbvia é que a contratação tem forte apelo de marketing. O Ravenna quer retornar à Serie B, divisão que não disputa desde 2008. Ter um nome do porte de Ronaldinho Gaúcho acelera esse plano — não só dentro de campo, mas na vitrine internacional.
Cipriani, o dono do clube, foi direto: “Ele era meu ídolo e o seu impacto no futebol vai muito além do que ele fez em campo.”
O hiato de mais de uma década
Ronaldinho não atua profissionalmente desde setembro de 2015, quando rescindiu com o Fluminense. Antes disso, construiu uma carreira que poucos igualaram. Foi campeão do mundo com a Seleção em 2002, ganhou a Bola de Ouro em 2005, foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2005 e 2006, e levantou a Champions League pelo Barcelona em 2006.
Passou ainda por PSG, Milan, Flamengo, Atlético-MG, Querétaro (México) e Fluminense. Sempre com o mesmo estilo: drible curto, sorriso largo e uma relação com a bola que parecia de outro planeta.
O Ravenna e o que esperar
Fundado em 1913, o Ravenna já faliu duas vezes na história. Hoje está na Serie C, a terceira divisão italiana. Mas o clube tem ambições de crescimento. A aposta em Ronaldinho não é só por camisa — ele também entra como investidor no projeto, segundo informações da agência AFP.
Nas redes sociais, o Ravenna já começou a movimentação. Publicou vídeos misteriosos com o escudo do clube e a assinatura de R10. O nome do brasileiro já estampa camisas e atrai olhares para uma equipe que, até semana passada, passava batida no noticiário internacional.
Se Ronaldinho vai realmente entrar em campo, vestir a camisa e sentir o gosto de uma partida oficial outra vez, ainda é incerto. Mas uma coisa é fato: o futebol ganhou um personagem que, mesmo aos 46 anos, ainda é capaz de parar o mundo por alguns segundos.
E você, o que achou dessa volta inesperada? Acha que Ronaldinho ainda pode mostrar o velho futebol na Itália? Conta aqui nos comentários.
Fonte: La Gazzetta dello Sport
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